A FinnaCena das artes visuais

A FinnaCena das artes visuais

Com apenas um ano e meio no mercado, a FinnaCena já se firmou no cenário local com uma proposta que para muitos pode parecer ousada. Com foco no público de artes visuais, artistas e eventos relacionados a área, os sócios Igor Dantas e Ana Rocha peceberam neste pouco tempo de mercado que há uma demanda crescente na cidade, voltada especificamente às produções de artistas visuais.

Igor explica que foram basicamente dois motivos que “levaram a focar só em artes visuais. Um deles foi essa demanda na cidade, que a gente sentia no meio, e a outra é pela nossa formação. Fizemos faculdade em Artes Visuais e já tínhamos a experiência de trabalhar no meio”.

Algumas das propostas do Escritório se relacionam com trabalhos tradicionalmente desenvolvido por produtoras, como assessorar artistas  na elaboração de projetos e montagem de exposições. Isto veio para somar com a ideia anterior dos dois sócios, de ter uma galeria de arte. Juntaram essas propostas, acrescentaram a isto a iniciativa de buscar profissionalizar a produção dos eventos locais em artes visuais, e ainda atuar na intermediação de artistas e público, tudo com a flexibilidade necessária à fomentação do meio.

Igor: “Nós fomos por uma necessidade do meio. Era ter um ateliê gigante? Não. Precisa de galerias? Precisa, mas o mercado é muito difícil. Nós sabíamos que só uma ação nossa como galeria não supriria uma necessidade, que nós vimos que era bem maior. No caso, a necessidade era produção. Porque a produção também é responsável por organizar as coisas, estipular demanda de profissionais, criar toda uma rede em torno, e a gente viu a gama de profissionais que existem na cidade, mas muitas vezes faltava um projeto. Com a nossa experiência conseguíamos ver em que tipo de produção e que tipo de projeto era necessario aqueles profissionais.”

Igor e Ana são formados em Artes Visuais e já na época da faculdade eram estagiários na montagem dos ateliês dos colegas de curso. Após formados, trabalharam em uma das mais importantes galerias da cidade, a Casa da Imagem. Ana explicou que os dois faziam “uma assistência geral, com reserva técnica, catalogação dos trabalhos, assistência de produção, tanto dos projetos internos quantos extenos da galeria. Também fazíamos montagem, ajudávamos na curadoria, o que era muito importante para a gente, o Marco (Mello) dar essa liberdade, como diagramar o espaço.”

A FinnaCena já realizou uma exposição de artistas locais na Caixa Cultural de Brasília, o que gerou o convite para fazer a produção da Bienal de Curitiba do ano passado, o trabalho mais desafiante até o momento segundo Ana Rocha. Como a proposta inicial dos sócios era ter uma galeria de arte virtual, projeto adiado pelo desinteresse da cena naquele momento, todo o trabalho também é pensado na intenção de apresentar a possíveis compradores obras de qualidade dos artistas em que veem um futuro promissor.

 
Igor Dantas e Ana Rocha - Foto: Maria Mion.

Essa vontade fez com que a FinnaCena abrisse seu escritório ano passado para uma primeira exposição, do artista Hugo Ferreira, na sala que ocupam no edifício Tijucas, que fica na rua XV de Novembro. Como a ideia agradou, este ano pretendem fazer outras (leia aqui a matéria sobre a primeira destas, Imanência, de Willian Santos). Ana reforça que “essa é a nossa intenção quando fazemos as exposições aqui, apresentar nossos artistas, porque a gente acaba conhecendo um monte de artistas e sempre tem aquele que pensamos ‘esse trabalho é bom, temos que apresentar’”. Mas quando pergunto se há uma relação de exclusividade com estes artistas, Ana me responde que não, pois não é esta a tendência do mercado atual. “Nós representamos os trabalhos que estão aqui dentro. Não temos uma relação de galeristas com estes artistas”.

Acompanhando essa iniciativa de aproximar os artistas locais do público interessado em comprar obras, a galeria virtual ainda continua como algo latente. Igor explicou que nos últimos anos grandes galerias abriram páginas na internet para vender obras e a ideia pegou. Para os dois, colocar obras na internet, além de criar uma facilidade em saber quanto vale um trabalho específico, pode abrir para que outros estados conheçam a produção local.

Igor arremata a questão afirmando que “não adianta só abrir uma galeria e ficar esperando os colecionadores virem para comprar. Tem que ter contato com galerias que já estão firmadas no cenário. A maior dificuldade de uma galeria é criar um quadro de clientes, e isso é uma coisa que só se adquire com o tempo. Então, se as galerias não tiverem outra saída para se manterem inicialmente, viver apenas do comércio acho difícil, pelo menos em Curitiba.

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