Mais do mesmo como forma de libertação

Mais do mesmo como forma de libertação

A vida cotidiana e cultural de uma cidade é por demais intrigante. As pessoas e os eventos culturais se confundem entre o que ver e quem ver.

Há algum tempo venho me questionando sobre alguns comentários de amigos e conhecidos. Comentários do tipo:

_ Poxa, não aguento mais ir aos mesmos lugares e encontrar as mesmas pessoas?

Ou

_ Essa cidade não tem nada de interessante para fazer, são sempre as mesmas coisas com as mesmas pessoas!

É estranho ouvir isso. Muitas dessas pessoas têm acesso fácil aos meios de comunicação para se informar. O facebook é uma prova disso, onde as informações pertinentes a você e seus amigos se expandem e conseguem atingir muitas pessoas. Mas o descontentamento soa normal para o ser humano e isso se reflete nas atrações da cidade.

O que falar de pessoas que só frequentam shows de bandas de fora da cidade, ou os expectadores que só frequentam peças de teatro de grande porte ou que possuem maior relevância nas propagandas. Talvez esteja aí um ponto que deve ser levado em consideração.

A situação é delicada. Não julgo errado ou que tenhamos obrigação de frequentar as atrações culturais desenvolvidas pelas companhias ou pelas bandas da cidade, isso é uma escolha muito pessoal. O que me intriga é a queixa pela queixa, o falar da boca pra fora, usar o superficial como parâmetro para definir um cenário que muitas vezes não conhecemos, esse é o grande problema.

Contestei esses dias a queixa de uma amiga, que comentou não haver graça em sair, pois os lugares e as pessoas sempre são os mesmos. Eu não tive dúvida, perguntei a ela se o problema não eram as pessoas que reclamavam do mesmo, mas não migravam para “novos” lugares?

E ela respondeu:

_ Acho que é por não saberem de outros lugares. No meu caso, por exemplo, é isso!

Talvez o problema não sejam as mesmas pessoas e os mesmos lugares, mas a falta de interesse em buscar o diferente e ousar nas escolhas. As opções são variadas e estão espalhadas pela cidade, basta se informar e se deixar surpreender, talvez isso seja um ótimo programa. Uma peça teatral de uma companhia da cidade (temos ótimas companhias por aqui), ou um show ou evento que privilegiam os artistas locais. É interessante notar como decidimos o que vamos fazer sem pensar nessas questões. As opções estão ai, é claro que não vou generalizar e contextualizar a situação da cultura local. 

Precisamos de mais espaços culturais? SIM. Mas precisamos conhecer bem os já existentes para poder aproveitá-los, avalia-los e criticá-los. A surpresa também torna aquilo ou aquele, algo novo e surpreendente, basta procurar e fazer suas apostas. Podemos ter tudo ou nada, o interesse sempre vai partir de você.

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